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Análise RFV

Nem todo cliente da carteira merece a mesma atenção. A análise RFV separa a base em grupos com comportamento parecido, para o time saber quem procurar primeiro, com qual conversa e quem já não vale o esforço. É a diferença entre ligar para 2.175 cadastros no escuro e trabalhar 200 com objetivo claro.

Foto da carteira

4 de agosto de 2026

Os números desta página são congelados nesta data — é o marco zero da carteira B2B. O acompanhamento do dia a dia é feito no painel de BI, que se atualiza sozinho. Aqui o retrato fica parado de propósito: daqui a seis meses, a um ano, a comparação com esta foto mostra para onde a carteira andou — quantos subiram de segmento, quantos caíram, e se o esforço comercial mudou a distribuição.

O que RFV mede

São três perguntas simples sobre o histórico de compras de cada cliente. Nesta primeira versão trabalhamos com as duas primeiras — Recência e Frequência — porque são as que dizem se o cliente está vivo e se ele é habitual.

R

Recência

Há quanto tempo comprou pela última vez. É o sinal mais forte: quem comprou ontem tem muito mais chance de comprar de novo que quem sumiu há um ano.

F

Frequência

Quantas vezes comprou. Separa quem tem hábito de quem apareceu uma vez. Frequência alta indica que o produto entrou na rotina do cliente.

V

Valor

Quanto o cliente gera de faturamento. Entra numa próxima etapa — vai permitir separar, dentro de um mesmo grupo, quem pesa mais no resultado.

As faixas

Cada cliente recebe uma nota de recência e uma de frequência. Quanto maior o número, melhor.

Recência — dias desde a última compra

R51 a 30 dias · comprando agora
R431 a 60 dias · dentro do ciclo
R361 a 90 dias · começou a espaçar
R291 a 120 dias · sinal de alerta
R1121 a 365 dias · praticamente parado
R0mais de 365 dias · fora do radar

Frequência — pedidos no histórico

F6compra muito · rotina estabelecida
F5compra bastante
F4compra com regularidade
F3já repetiu algumas vezes
F2comprou poucas vezes
F1comprou uma vez
F0nenhuma compra registrada

Como ler a matriz

Cruzando as duas notas, cada cliente cai numa célula. A leitura é diagonal: o canto superior direito (comprou recente e compra muito) é o melhor lugar da carteira; o canto inferior esquerdo (sumiu e comprava pouco) é o pior. A cor mostra em que segmento cada célula caiu.

F1
F2
F3
F4
F5
F6
R5 · 1–30d
38
79
68
66
22
7
R4 · 31–60d
22
42
40
17
6
1
R3 · 61–90d
30
38
17
3
1
R2 · 91–120d
16
18
9
4
2
R1 · 121–365d
96
91
21
6
3
1
R0 · +365d
484 · sem compra há mais de um ano
sem compra
927 · nenhum pedido registrado

Como usar no dia a dia: clique numa célula da matriz no BI e a lista ao lado mostra exatamente quais clientes estão ali, com nome, vendedor, última compra e faturamento. A matriz responde “quantos”; a lista responde “quem”.

Os 11 segmentos e o que fazer com cada um

Os números abaixo são a foto atual da carteira B2B (2.175 cadastros). A coluna da direita mostra o tamanho de cada grupo — e a linha destacada, a ação recomendada.

Campeão R5 · F5–F6

Compraram no último mês e compram muito. São a base do faturamento.

Ação: proteger. Contato de relacionamento, não de venda. Prioridade em prazo, novidade e condição especial. Se um Campeão some, é perda direta no resultado.

29
1,3%

Cliente fiel R5–R3 · F4+

Compram com regularidade e continuam ativos. Rotina estabelecida.

Ação: aumentar o ticket. É onde o mix novo e o upgrade de linha têm mais chance — já confiam no produto. Vale oferecer volume maior com condição melhor.

94
4,3%

Promissor R5–R4 · F2–F3

Compraram recente e já repetiram algumas vezes. Estão virando hábito.

Ação: transformar em fiel. É o maior grupo trabalhável da carteira — cadência de contato regular para firmar a recompra antes que esfriem.

229
10,5%

Novos clientes R5 · F1

Primeira compra no último mês. Ainda não sabemos se vão repetir.

Ação: garantir a segunda compra. É o momento mais decisivo — quem não repete em 60 dias raramente volta. Contato de pós-venda e conferir se o produto agradou.

38
1,7%

Leads calorosos R4 · F1

Compraram uma vez, entre 31 e 60 dias atrás. Ainda lembram da Moka.

Ação: reativar rápido. Estão no limite da janela — abordagem simples com uma oferta de recompra costuma resolver.

22
1,0%

Leads frios R3 · F1

Uma compra só, há 61 a 90 dias. Experimentaram e não voltaram.

Ação: descobrir o motivo. Antes de ofertar, perguntar o que faltou — preço, prazo, sabor, atendimento. A resposta vale para toda a base.

30
1,4%

Precisa de atenção R3–R2 · F2–F3

Já tinham hábito de compra e começaram a espaçar. Estão escorregando.

Ação: agir agora. É o grupo com maior risco de virar perda evitável — eles ainda respondem. Ligar e entender o que mudou.

82
3,8%

Não deveria perder R2–R1 · F5–F6

Compravam muito e sumiram. Poucos clientes, alto valor perdido.

Ação: contato direto, do gestor. Cada um vale muito — trate como recuperação individual, com condição especial se necessário.

6
0,3%

Adormecendo R2–R1 · F3–F4

Tinham boa frequência e estão sem comprar há 3 meses ou mais.

Ação: campanha de reativação. Ainda dá para trazer de volta com um bom motivo — lançamento, condição de retorno, degustação.

31
1,4%

Perdido R2–R1 · F1–F2

Compraram pouco e faz de 3 meses a 1 ano que não voltam.

Ação: campanha em massa, baixo custo. Não vale ligação individual — e-mail ou WhatsApp com oferta de retorno. Quem responder, vira lead.

203
9,3%

Inativo +365 dias ou sem compra

927 nunca compraram e 484 sumiram há mais de um ano. É quase dois terços da base.

Ação: não ocupar o time com isso. Serve para campanha ampla e para dimensionar o esforço de prospecção. Atenção: depois de tirar os CNPJ baixados, restam cerca de 960 empresas que existem e não compram — essas sim valem trabalho.

1.411
64,9%

Os segmentos não são caixas fixas

O mesmo cliente muda de grupo conforme compra ou some. Existe um caminho de subida — e um de queda, que acontece sozinho quando ninguém age.

sobe
Novos clientes1ª compra Promissorrepetiu Cliente fielvirou rotina Campeãotopo
desce
Cliente fiel Precisa de atenção Adormecendo Perdido Inativo

O trabalho comercial é basicamente empurrar gente para cima e segurar quem está descendo. Por isso as prioridades vêm nessa ordem: impedir a perda antes de firmar o hábito — segurar quem está caindo custa menos que reconquistar depois.

Por onde começar

Se o time tiver tempo para trabalhar apenas alguns grupos, esta é a ordem que dá mais resultado por hora de esforço.

1º · Impedir a perda

Precisa de atenção · Não deveria perder

88 clientes que ainda respondem. Segurar um cliente custa muito menos que recuperá-lo depois.

2º · Firmar o hábito

Promissor · Novos clientes

267 clientes na fase decisiva. É aqui que se constrói a carteira fiel do ano que vem.

3º · Crescer no que já é bom

Cliente fiel · Campeão

123 clientes que confiam na marca. Mix novo e volume maior entram com facilidade.

4º · Recuperar em escala

Perdido · Adormecendo · Inativo

Campanha, não ligação. Volume alto, custo baixo por contato, e quem responder vira lead qualificado.

O erro mais comum ao usar RFV é olhar para o grupo maior e achar que ali está a oportunidade. Não está. Os 1.411 inativos são a maior fatia, mas a maior parte não volta. O dinheiro está nos grupos do meio — Precisa de atenção, Promissor e Adormecendo — onde o cliente ainda conhece a Moka e ainda atende o telefone.

Foto de 4 de agosto de 2026 · 2.175 cadastros B2B

Números ao vivo Painel de BI · página RFV

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